segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Oeste do Paraná se une contra custo do pedágio na BR-277

Da Assessoria
Oeste em Desenvolvimento

Em reunião nesta sexta-feira (22), lideranças de toda a região vão discutir mudanças no modelo dos contratos de pedágio
  
O alto custo dos pedágios na BR-277, único corredor rodoviário que liga o Oeste do Paraná ao Porto de Paranaguá, vai ser debatido e questionado na próxima sexta-feira (22), em reunião no auditório do Sest-Senat, em Foz do Iguaçu. Deputados, prefeitos, vereadores e representantes da comunidade dos 50 municípios da região vão discutir o atual modelo dos contratos de concessão e pedir uma revisão nos valores, que impactam diretamente no valor da produção agrícola e agroindustrial.
  
O valor do frete por tonelada, entre o Oeste e Paranaguá, é hoje de R$ 90, dos quais só o pedágio representa R$ 20,00, ou 22% do total. Durante o evento, será redigida uma carta com o posicionamento do Oeste paranaense ao governador Beto Richa. E, ainda, será apresentada uma campanha de mídia que reivindicará a antecipação da revisão dos contratos de concessão, com vencimento em 2021, levando em consideração os custos, as taxas de retorno e os investimentos.
  
A reunião foi marcada pela Câmara Técnica de Infraestrutura e Logística do Programa Oeste em Desenvolvimento. O coordenador da Câmara, Danilo Vendrúscolo, afirma que o modelo aplicado na BR-277 está defasado e o valor dos pedágios é muito alto, quando comparado ao de rodovias de outros estados, como Santa Catarina, por exemplo, onde as estradas são duplicadas e a tarifa é bem inferior. “A tarifa do pedágio da BR-277 é considerada a mais cara do Brasil”, acrescenta Dilvo Grolli, presidente da Cooperativa Coopavel.
  
“Nosso objetivo é ser ouvido em qualquer decisão sobre o pedágio da BR-277, até porque é o único corredor rodoviário para o Porto de Paranaguá, onde é escoada nossa produção e de onde vem o suprimento de matérias-primas. O valor do pedágio nos tira competitividade, em relação a outras regiões do estado, nos mercados nacionais e internacionais”, afirma Vendrúscolo.

Leia a seguir as entrevistas com Danilo Vendrúscolo e com Dilvo Grolli, presidente da Cooperativa Coopavel.



Oeste em Desenvolvimento: Quando vencem os contratos de concessão da BR-277?

Danilo Vendrúscolo: Em 2021.



OD: Como é o modelo atual dos contratos e quais são os problemas que podem ser apontados?

DV: É um modelo antigo, da primeira geração. As concessões antes eram feitas não para quem praticaria a menor tarifa, mas pela empresa que mais oferecesse obras e manutenção em rodovias de acesso ao anel de integração.



OD: Qual seria o ideal?

DV: Teria que ser o atual, da 3ª geração. Aquele que tem como base a menor tarifa para o usuário e que possua um contrato que não permite reequilíbrio contratual vinculado a uma planilha de obras amarradas a uma taxa de retorno, como ocorre atualmente. No novo modelo praticado pela ANTT, a taxa de retorno é usada somente para o cálculo inicial da licitação e com muito menos variáveis impactantes na correção contratual.



OD: Em relação à duplicação da BR-277, ela será feita somente após aumento do pedágio ou já deveria ter sido realizada?

DV: Não há mais obras na BR-277 previstas neste contrato de concessão. Todas já foram tiradas em aditivos de governos passados. Entendemos que a duplicação está vinculada ao cálculo de impacto na tarifa. Caso haja uma nova licitação nos modelos atuais, as obras de duplicação devem ser realizadas nos primeiros cinco anos. Já se forem no período vigente, teríamos que cobrar do usuário as obras através do degrau tarifário, carregando ainda mais o valor atual e colocando em risco a economia regional. Diante disso, precisamos ter clareza quando cobrarmos duplicações dentro desse contrato.



OD: O Oeste em Desenvolvimento vai pedir o posicionamento do governo do Paraná sobre o assunto antes de assinar o novo contrato. Como será feita esta conversa? Audiências Públicas?

DV: Serão feitas através de audiências públicas, pois entendemos que a sociedade está preparada para discutir e se posicionar sobre o tema. Queremos deixar claro para os governantes que não estamos fazendo nada mais do que cumprir com o nosso dever de dar à sociedade a oportunidade de participar de debates que influenciam diretamente a vida dos cidadãos do Oeste do Paraná.

Aumento do custo

OD: No pedágio atual, qual o custo agregado para os produtos?
Dilvo Grolli, presidente da Cooperativa Coopavel: Vou citar alguns exemplos para ficar mais claro à população. Atualmente, o valor do pedágio incide em 5% sobre a saca de 60 kg de milho e em 2% sobre a saca de soja. Para escoar a produção via Porto de Paranaguá, o valor do frete por tonelada é de R$ 90 e o do pedágio de R$ 20. Ou seja, 22% do valor do frete são referentes a pedágio. Estou citando apenas alguns itens da produção, mas isto se estende para todos os produtos que circulam nesta principal via, como as mercadorias em supermercados e lojas de modo geral.

OD: Quem são os principais prejudicados?

DV: Tanto a população, obrigada a arcar com esses custos, como as empresas e produtores, que perdem competitividade nos mercados. Infelizmente, este modelo de concessão em vigor na BR-277 faz com que a tarifa seja considerada a mais cara do Brasil. Precisamos acompanhar, dialogar e participar na construção de um novo modelo de contrato que permita ao Oeste continuar investindo, gerando emprego, renda e qualidade de vida para todos os habitantes desta região.


sábado, 16 de janeiro de 2016

Equipes trabalham na revitalização do Parque Tarquínio

Homens trabalham na limpeza do parque
Da Secom
Cascavel

O tempo está colaborando e as equipes da Secretaria de Serviços e Obras Públicas e da Secretaria de Meio Ambiente trabalham em mais uma etapa de revitalização do Parque Tarquínio Joslin dos Santos, no Bairro Parque São Paulo, zona sul de Cascavel, que constantemente é alvo de vandalismo.

A área de 77.600 metros quadrados está passando por uma ampla limpeza geral, realizada pela equipe do Meio Ambiente. Servidores da Sesop recuperam trilhas de paver depois que os quiosques foram derrubados.


Os banheiros serão também revitalizados, assim como a iluminação do local a partir da próxima semana, tudo para que a população possa frequentar o espaço com maior conforto e tranquilidade.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Audiência nesta quarta-feira (13/01) discute greve no transporte público de Cascavel

Assessoria de Imprensa
TRT-PR

A greve dos motoristas e cobradores do município de Cascavel será discutida em audiência de conciliação que acontece na tarde desta quarta-feira (13/01), às 15h, na sede do TRT-PR - Alameda Doutor Carlos de Carvalho, 528, Curitiba. A paralisação foi iniciada após fracassarem as negociações sobre uma nova convenção coletiva de trabalho, já que a anterior valia até 1º de dezembro de 2015.

As principais reinvindicações dos profissionais de transporte de cascavel são aumento salarial de 15% e aumento de R$ 80,00 nos valores de vale-alimentação. Entretanto, as empresas oferecem reajuste de 10,97% - o equivalente à inflação no período - e vale-alimentação de R$ 200.


Cascavel, a maior cidade do oeste do Paraná, vive o terceiro dia de greve. Na manhã desta quarta-feira, os ônibus circularam em apenas 24 linhas das 58 que compõem a rede de transporte público local. Ao todo são apenas 33 ônibus em circulação em toda a cidade.

Chuvas interrompem abastecimento em 13 cidades do Norte e Noroeste do Estado

Da AEN

As fortes chuvas que caíram sobre o Norte interrompeu o abastecimento de água, parcial ou
totalmente, em 13 o cidades da região. Na maioria delas não há, até o momento, previsão de normalização do abastecimento. Caminhões-pipa estão atendendo situações emergenciais, como hospitais, postos de saúde, creches e asilos. A orientação da empresa é para que, em situações como esta, a população use a água de forma racional, priorizando a alimentação e a higiene, sem desperdiçar.
Em Maringá, o abastecimento deve continuar suspenso para 85% da população, pelo menos, até esta quarta-feira (13). Com as chuvas dos últimos dias o nível do rio Pirapó, que abastece a cidade, subiu mais de 10 metros, baixando apenas dois metros no decorrer do dia de hoje. O sistema de bombeamento e parte da adutora de transporte de água bruta (que também foi danificada) continuam submersos, dificultando o acesso dos técnicos da empresa para uma avaliação dos danos causados pela inundação. Equipes da Sanepar continuam monitorando o rio e já iniciaram a limpeza e a manutenção do sistema elétrico, que também foi afetado pela água.

Em Londrina, a situação também é crítica. O Rio Tibagi subiu quatro metros no ponto de captação e ameaça inundar a unidade. Neste momento, o sistema que atende Londrina e Cambé opera com apenas 30% da capacidade de produção, o que significa que cerca de 400 mil moradores de Londrina e de Cambé podem ficar sem água. A expectativa da Sanepar é que a produção seja normalizada em pelo menos 48 horas.
A orientação é que moradores que têm caixas-d’água em suas residências usem a água de forma racional, restringindo o consumo para alimentação e higiene pessoal. “A prioridade será abastecer clínicas e hospitais”, disse o gerente geral da Sanepar na região de Londrina, Sérgio Bahls, durante entrevista coletiva no gabinete do prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff, que reuniu secretários municipais, Defesa Civil, Sanepar, Copel, Corpo de Bombeiros e Coordenação Estadual da Região Metropolitana (Comel).

Bahls explicou que a produção de água chegou a esses níveis devido ao alto índice de turbidez do Rio Tibagi e do Ribeirão Cafezal, principais mananciais de abastecimento de Londrina e Cambé. Nesta terça, o índice de turbidez chegou a 3.000 – em dias normais, a turbidez do Tibagi varia de 5 a 10. As estações de tratamento da Sanepar na cidade têm condições de tratar a água com até 1.500.

Inundação
Em Nova Esperança, Rolândia, Arapongas, Jandaia do Sul, Tomazina, Siqueira Campos e Novo Itacolomi o abastecimento está totalmente comprometido.

As captações de água da Sanepar nessas cidades estão completamente inundadas e ainda não há previsão para normalizar o abastecimento. Em Nova América da Colina, o temporal provocou queda de energia na captação, fazendo com que a produção de água fosse paralisada. Neste município, também não há previsão para que o abastecimento seja restabelecido. Em Apucarana, a inundação da unidade de captação de água também deixou 70% da população com o abastecimento comprometido, ainda sem previsão para volta ao normal. Até o momento, a população de Marilândia do Sul foi a menos afetada, onde as chuvas provocaram o desabastecimento de 30% dos habitantes.

Em Wenceslau Braz, o abastecimento deve ser normalizado durante a tarde desta terça-feira (12). O sistema também sofreu com inundação na madrugada de segunda-feira (11).

A Sanepar lembra que o Serviço de Atendimento ao Cliente Sanepar é feito pelo telefone 0800 200 0115. Ao ligar, tenha em mãos a conta de água ou o número de sua matrícula.

Curso de Trabalho Seguro em Altura será realizado neste domingo dia 17

Assessoria de Imprensa
Sintrascoopa 

Dando continuidade aos trabalhos de cursos e treinamentos, o Sindicato dos Trabalhadores em Cooperativas de Palotina e Região – Sintrascoopa em parceria com a empresa Fox Treinamentos, realizam no próximo domingo (17/1), o Curso de NR35 “Trabalho Seguro em Altura” com ênfase em Rapel.
O curso que será ministrado das 8:30 às 17:30  na sede do Sintrascoopa em Palotina, localizado na Rua 1º de Maio, 1054, centro e será 100% pratico. Os interessados em participar do curso devem entrar em contato nos telefones: (44) 9704-9606, falar com Elaine ou (44) 9902-5749 falar com Murilo. Os trabalhadores em cooperativas que participarem do curso, terão descontos especiais.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Governo entrega nova ambulância ao Cisop

Secretário Michele Caputo Neto
O Consórcio Intermunicipal de Saúde do Oeste do Paraná (Cisop) recebeu nesta terça-feira (5) uma nova ambulância adquirida com recursos do Governo do Estado. O veículo contribuirá para a melhoria da qualidade do serviço de transporte de pacientes de 25 municípios da região de Cascavel.

O secretário estadual da Saúde, Michele Caputo Neto, afirma que o reforço na frota do consórcio garante mais conforto e segurança aos usuários. “Isso beneficia diretamente aquelas pessoas que precisam se deslocar em busca de tratamento, exames e consultas fora de suas cidades de origem”, afirmou.


A ambulância, no valor de R$ 95 mil, é toda equipada para dar suporte ao transporte eletivo. Se necessário, o veículo também pode ser utilizado em situações de urgência.

Encerrado o recesso, Maurício Theodoro assume a prefeitura

Maurício em reunião com secretários (Foto: Cadini)
Depois de um período de 11 dias de recesso – previsto no Decreto nº 12.151 de 27 de janeiro de 2015 - a Prefeitura de Cascavel voltou nesta segunda-feira (4) à normalidade e sob o comando do prefeito em exercício, Maurício Theodoro, o qual ficará no cargo até o dia 10 de janeiro, durante as férias do prefeito Edgar Bueno.
Logo pela manhã o prefeito em exercício se reuniu com alguns secretários para definir a agenda. A rotina de trabalho durante a semana será dividida entre a Secretaria de Serviços e Obras Públicas e o Paço Municipal.
“Embora o orçamento esteja fechado até fevereiro, temos muitas atividades para serem realizadas, as obras do PDI para acompanhar e as demandas que forem surgindo para atender. Este é um ano de muito trabalho que temos pela frente. Estamos começando com bastante energia e ânimo”, destacou Maurício.
Na Secretaria de Obras as equipes de tapa-buracos estão se organizando com o pessoal que já voltou ao trabalho, uma vez que alguns estão em férias. A prioridade é efetuar serviços de tapa-buracos. Hoje os serviços estão concentrados na Avenida Brasil, na Rua Acre e na Barão do Rio Branco. Caso o tempo permita concluir esta meta, amanhã o grupo seguirá para o outro lado da cidade, nas ruas Padre Anchieta e Rua Integração. “A prioridade são os locais com buracos maiores e mais urgentes e, na medida do possível, vamos atender todos os chamados, embora a normalização ocorra apenas em fevereiro, quando todas as equipes estarão completas”, destaca.  

Nas estradas rurais, Maurício destaca que a situação é a mesma. “Dependemos do tempo para um trabalho efetivo. São necessários pelo menos três dias de sol para recuperação de longos trechos. Contudo, locais críticos já começam a receber atenção emergencial”, destaca o prefeito em exercício.