Da Assessoria
Enquanto
câmaras e prefeituras de todo o Brasil passam por contenção de gastos - em
razão da crise e para garantir os serviços essenciais - vereadores de
Cafelândia (PR) se deram ao luxo neste ano de aumentar o percentual do repasse
que recebem do Executivo. Sob comando da presidente Terezinha Hellmann (PMDB),
os legisladores de oposição à atual administração municipal fizeram um caixa de
mais de R$ 2 milhões que vão utilizar à construção do prédio novo da Casa de
Leis. Não bastasse a obra fora do contexto econômico, uma manobra dos
vereadores impedirá o pagamento do salário dos funcionários públicos deste mês
de dezembro.
Na
última sessão, os parlamentares rejeitaram o projeto de lei 75/2015 que
autorizaria o município à abertura de crédito adicional suplementar, ou seja,
um remanejamento de recurso já existente e que garantiria a folha da última
remuneração de 2015. Como medida emergencial e baseado na lei orgânica, o Poder
Executivo está apresentando um novo projeto nesta terça-feira (29), na
tentativa de honrar o compromisso com o funcionalismo no início de janeiro,
caso a Câmara não volte a criar obstáculos políticos.
Recentemente,
o prefeito Valdir Andrade da Silva "Bugrão" encaminhou proposta ao
legislativo para captação de recursos do Estado que garantiriam a obra na nova
Câmara. Em troca o chefe do Executivo solicitou a devolução dos R$ 2 milhões
para investimentos em serviços essenciais e conclusão de obras importantes.
Mais uma vez, o grupo de oposição liderado pela presidente Terezinha recusou a
proposta.
“Lamentamos
profundamente a postura do Legislativo de Cafelândia. Fui vereador durante
tanto tempo e nunca vi essa distorção na Casa de Leis que deveria fiscalizar.
Nós é que estamos cortando gastos, buscando otimizar os investimentos públicos
e na contramão de sua atribuição a Câmara quer gastar milhões onde não é
emergencial e impedir investimentos importantes e essenciais, além do que estão
obstruindo o trabalho do Executivo”, questiona o prefeito Valdir “Bugrão”.
Votaram
contra o projeto de lei 75/2015, que previa crédito adicional suplementar ao
Executivo, os vereadores Edson Anzen “Torinho” (PMDB), Ivan Bertoluzzi (PMDB),
Ozeias Souza da Silva (PDT) e Rodrigo Jair Diefenthaler (DEM). Votaram
favoravelmente ao projeto que garantiria o pagamento dos funcionários públicos,
os vereadores Jair Pina da Silva (DEM) e Charles Roling (DEM). Faltaram a
sessão José Ivo Ribeiro (PR) e Adilson Alves Garcia (PDT).