Da AEN
Curitiba
O
governador Beto Richa recebeu nesta quarta-feira (25), no Palácio Iguaçu, em
Curitiba, dirigentes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) para
discutir uma pauta conjunta sobre as questões fundiárias do Paraná. Ao final do
encontro, foi anunciado que o Estado dará suporte ao Instituto Nacional de
Colonização e Reforma Agrária (Incra) em uma força-tarefa para assentar as 10
mil famílias que vivem em acampamentos no Estado.
![]() |
| Encontro aconteceu em Curitiba (Arnaldo Alves / ANPr) |
O
assessor especial para Assuntos Fundiários, Hamilton Serighelli, ressaltou que,
ao longo dos últimos cinco anos, o Estado vem atendendo as demandas do
movimento nas áreas da saúde, educação, cultura, esporte e na produção
agropecuária. “Foi uma reunião produtiva e de pacificação. Nunca perdemos de
vista a mesa de negociação e o entendimento”, disse Serighelli. “Desde 2011,
estabelecemos o programa Paz no Campo. É isso que o governador e movimento
querem”, afirmou. Todo o processo que temos é de entendimento e negociação”,
ressaltou.
DIÁLOGO
- O Paraná tem hoje 19,2 mil famílias já assentadas. Diego Moreira, da
coordenação estadual do MST, destacou que há um balanço positivo da atuação do
Governo do Estado nas questões agrárias nos últimos cinco anos. “A reunião foi
bastante simbólica, porque restabelece um processo de diálogo na busca,
principalmente, do assentamento das 10 mil famílias acampadas no Paraná”,
afirmou. “O Governo do Estado se apresenta aberto para o processo de mediação
política e o Incra também se compromete a apresentar um plano imediato para
assentar essas famílias”, explicou Moreira.
POTENCIAL
- O Paraná tem 66 acampamentos, com cerca de 10 mil famílias. Segundo o
superintendente do Incra no Paraná, Newton Bezerra Guedes, que participou do
encontro com o governador e o MST, o órgão tem áreas que somam 120 mil
hectares, com potencial para assentar essas famílias. “Nós precisamos de um
pouco mais de tempo para concluir a obtenção das terras, porque tem processos
de compra, desapropriação, dívidas”, disse ele.
O
líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Luiz Cláudio Romanelli,
também avaliou o encontro como muito positivo. “O governador recebeu o MST para
discutir, pontualmente, tudo o que tem acontecido de positivo e os pontos fora
da curva que tivemos nessa relação no último mês”, disse ele.
“É
preciso restabelecer o diálogo e a relação profícua que tivemos nestes últimos
anos. De um lado o governo tem que tratar a questão da reintegração de posse em
diálogo permanente com a Justiça, que é responsável pelos processos. De outro
lado, claro, o apelo foi feito para que não tenhamos novas ocupações no
Estado”, explicou.
Ele
explicou que o Incra sinalizou um tratamento especial no Estado no sentido de
promover a reforma agrária. “O governador manifestou interesse de conveniar com
o Incra para fazer os assentamentos e resolver as questões dos acampamentos”.
EDUCAÇÃO
E SAÚDE - Dentro do projeto Paz no Campo, do Governo do Paraná, foram
trabalhadas as ações para a educação dos 11 mil estudantes das escolas
itinerantes dos acampamentos e dos 8 mil alunos de colégios estaduais nos
assentamentos; e na área da saúde dentro dos assentamentos e acampamentos.
O
governo também tem dado apoio aos festivais de cultura, aos jogos da reforma
agrária e às 18 cooperativas dos assentamentos do MST. “Hoje, temos
assentamentos exportando seus produtos para a Europa e os Estados Unidos. Isso
mostra que a reforma agrária, tendo apoio do governos estadual, federal e
municipais, dá resultado e gera renda no campo”, destacou Serighelli.
PRESENÇAS
– Participaram da reunião o diretor do Incra, Leonardo Goes Silva; o secretário
de Estado da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara; o procurador do
Ministério Público do Paraná, Olympio de Sá Sotto Maior; e os deputados
estaduais Felipe Francischini e Professor Lemos, além de dirigentes do MST.
