Assessoria de Imprensa
Sindicato da Alimentação
| Votos são contabilizados e resultado é pela rejeição da proposta da empresa (Foto; Silmar Ramos) |
Os trabalhadores da unidade da BRF, em Toledo, no
Paraná, rejeitaram por maioria na tarde desta quarta-feira, 20, durante
Assembleia, a proposta de reajuste oferecida pela empresa na última rodada de
negociação também ocorrida na cidade na segunda-feira, 18.Dos aproximadamente
6.800 trabalhadores, 4.608 compareceram para votar e 2.634 disseram não a
proposta e outros 1.947 disseram sim. Nulos e brancos somaram 27 votos.
Com essa vitória, o Sindicato dos Trabalhadores nas
Indústrias de Alimentação de Toledo e Região, que representa a categoria deve
iniciar já nesta quinta-feira, 21, os preparativos para a greve, a menos que a
empresa retome a negociação e ofereça uma nova proposta que atenda a todas as
classes de salários, sem escalonamentos e com ganho real para os trabalhadores.
Se confirmar a greve em Toledo, vai representar também marca histórica e
negativa para a unidade, pois será a primeira em mais 40 anos de fundação.
“A Assembleia é soberana e sempre vale a vontade dos
trabalhadores e a maioria entendeu que essa proposta não reconhece seus
esforços que tornaram essa empresa uma das maiores do mundo”, definiu o
presidente João Moacir Lopes Belino.
Desde 2003, o históricos de negociações do Sindicato com
a BRF sempre resultou na conquista de ganhos reais para trabalhadores, diferente
da proposta apresentada neste ano que no entender do Sindicato privilegia uma
classe de salários e desprivilegia outras com o chamado aumento escalonado.
Na prática, a empresa ofereceu reajuste de 10,33% para
que recebe até R$ 1.300,00 e mais uma variável de R$ 50,00. De R$ 1.300,00 até
R$ 1.600,00 a empresa ofereceu 7% e mais variável de R$ 480,00 e de R$ 1.600,00
acima, o aumento oferecido foi de R$ 6,5% com variável de R$ 700,00. Essa
primeira parcela da variável seria paga já no mês março e partir daí,
apenas se as metas estabelecidas pela empresa forem cumpridas.
A variável, segundo o presidente João Moacir, é boa
apenas para a empresa que busca bater suas metas de produção e venda.
“Entendemos que para o trabalhador isso não representa melhora e sim mais
cobrança por parte de supervisores para que a produção seja aumentada”, disse
João Moacir.
Histórico de negociações
Ano
INPC % Reajuste % Lucro Real %
2003/2004 16,15 16,15 0
2004/2005 5,72 6,72 1
2005/2006 5,42 6,6 1,18
2006/2007 2,71 4 1,29
2007/2008 4,78 6 1,22
2008/2009 7,25 8,3 1,05
2009/2010 4,17 6,5 2,33
2010/2011 5,39 8 2,61
2011/2012 6,68 8,5 1,82
2012/2013 5,99 8,5 2,51
2013/2014 5,58 8 2,42
2014/2015 6,34 8,5 2,16
GANHO REAL NOS ÚLTIMOS ANOS – 19,59%